quinta-feira, 13 de março de 2008
AR desde 1995
Tenho 37 anos e tenho artrite reumatóide há cerca de 12, desde 1995. Às vezes parece que passou muito tempo, outras parece que foi um segundo. Se pensar nos milhares de comprimidos que já tomei parece que passaram séculos, pelo contrário, se pensar na dor - como aprendemos a viver com ela - parece menos. Não é fácil falar sobre isto, por isso hoje acaba e continuarei noutro dia.
sexta-feira, 7 de março de 2008
É isto aquilo a que se chama teimosia?
Um registo para que nunca me esqueça desta fenomenal obra de Voltaire:
«[...] Martin veio a concluir que o homem era nado e criado para viver na inquietação, ou na letargia do aborrecimento. Cândido não concordava, mas não contrariava. Pangloss confessava que sempre sofrera horrivelmente, mas tendo afirmado uma vez que tudo ia às mil maravilhas, mantê-lo-ia sempre, embora não acreditasse em nada disso.»
Voltaire [1759] (2000). Voltaire. Trad. Maria Archer, Biblioteca Visão, Lisboa: 118.)
quinta-feira, 6 de março de 2008
nem sempre totalmente jovem
Há sempre partes do nosso corpo que envelhecem mais cedo do que outras e quando isto acontece temos de aprender a conviver com elas debatendo-nos com o paradoxo de em nós coexistir a juventude e a velhice.
domingo, 2 de março de 2008
entre o mar e as páginas de um livro
Conclusão: as pessoas independentes não são as mais felizes.
«E ela olha para ele com o coração palpitante sabendo que está a falar de um assunto sério, ainda que tenha dificuldade em entendê-lo, dois seres humanos têm tanta dificuldade em se entenderem, nada é tão trágico como dois seres humanos.»
(Halldór Laxness, Gente Independente: 304)
«E ela olha para ele com o coração palpitante sabendo que está a falar de um assunto sério, ainda que tenha dificuldade em entendê-lo, dois seres humanos têm tanta dificuldade em se entenderem, nada é tão trágico como dois seres humanos.»
(Halldór Laxness, Gente Independente: 304)
quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008
por que razão decidi ter um blog?
Isto de ter um blog é, no final das contas, uma decisão estranha que fica ainda mais complicada se tomar total consciência de que estou a criar este espaço para escrever, quase inevitavelmente, sobre mim. Sim, porque quando se escreve, queiramos ou não, passamos muitas mensagens sobre nós. Sendo eu uma pessoa bastante reservada, detesto que saibam mais sobre o que penso e o que sucede na minha vida do que eu mesma. Então, para quê criar um blog? A resposta está, quase toda, num dos posts anteriores, ou seja, porque uma querida amiga acha que seria bom criar este escape. Apesar do poder de sugestão da Margarida não ser maior do que eu, foi um empurrão que me pôs a pensar: por que razão não tentar? Talvez até seja divertido e uma espécie de fuga ao remoinho que as ideias e, principalmente, os pensamentos controem na minha cabeça. Mas tudo isto não elimina, por completo, a estranheza e o desconforto de lidar com esta nova e potencialmente desconfortável forma de exibicionismo que pode ser um blog.
Li agora o blog do chá de letras onde recordei uma citação que me fez procurar outra. Esta. É uma citação terrível, mas mesmo assim aqui fica.
Man is the only animal that can remain on friendly terms with the victims he intends to eat until he eats them.
Samuel ButlerEnglish composer, novelist, & satiric author (1835 - 1902)
Man is the only animal that can remain on friendly terms with the victims he intends to eat until he eats them.
Samuel ButlerEnglish composer, novelist, & satiric author (1835 - 1902)
Subscrever:
Mensagens (Atom)