domingo, 4 de maio de 2008

A Amizade

Rita minha amiga, fiquei muito FELIZ ao voltar a ver-te e a falar contigo. És uma querida e consegues chegar muito mais à frente do que é normal e habitual. Amo-te do Coração!!! Esta é mais uma declaração de amor e de amizade. Estou muito Feliz por nós, por mim e por TI. Gostei especialmente da tua (vossa reacção tua e da Margarida) em relação a um amigo algo distante mas SEMPRE presente....BEIJOS e até breve....

uma noite

Uma noite a jantar com os amigos é o meu prato favorito. E é também nestes momentos que a felicidade, tal como ouvi um dia, compensa em intensidade o que lhe falta em extensão.

quinta-feira, 1 de maio de 2008

valioso

Para além do «dinheiro não traz a felicidade» - alvo do meu último post - que deve, muito provavelmente, vir em primeiro lugar dos lugares-comuns mais gastos e usadinhos por todos nós, há um outro, que ao contrário deste, me é profunda e genuinamente verdadeiro: a amizade vale ouro. Porquê? Porque se o dinheiro ainda pode comprar aquelas coisas que dão conforto, ele não pode comprar a amizade. Não a amizade com verdade. Essa é o nosso reflexo, é uma conquista muito nossa e um mérito que só a nós é devido. E tudo grátis. Mas o valor da amizade não é só esse, ou seja, não advém do facto de eu a saber um prolongamento de mim nem o facto de ser à borla. Ela é valiosa porque é rara, raríssima, uma autêntica preciosidade daquelas que não existem nem no Eldorado descrito por Voltaire no genial romance Cândido. Eu acho mesmo que cada um dos meus amigos deveria ser eleito entre as mais belas maravilhas do mundo de tão únicos e lindos que são. Os amigos, e as amigas num lugar muito, muito especial, são o colo nos momentos do dia-a-dia em que nos vamos abaixo, são aqueles que nos dizem ter muitas saudades nossas, são aqueles que nos olham e nos decifram sem uma palavra dita, são aqueles com quem estamos bem e protegidos. As minhas amigas são lindas. Todas. As minhas amigas são os meus anjos-da-guarda. Obrigada amigas. Adoro-vos muito.

domingo, 27 de abril de 2008

universos paralelos

Ainda que nos meus melhores dias, acredite, em sintonia com a sabedoria popular, que o dinheiro não traz a felicidade, também são muitos os dias em que defendo convictamente que esse dizer é apenas uma panaceia para aqueles que têm falta de dinheiro.
Digo isto agora porque, recentemente, tive acesso a um dos diversos universos paralelos que nos rodeiam: concretamente, àquele onde o dinheiro não falta e pude confirmar - na primeira pessoa - que a historiazinha do «dinheiro não traz a felicidade» é uma autêntica aldrabice. Na verdade, se houver dinheiro e uma bela dose de bom-senso, a felicidade fica a dois passos e é só uma questão de minutos para mergulharmos nela e chafudarmos nos vários prazeres e, sobretudo, na tranquilidade que esta fórmula produz em nós. Se tivermos dinheiro, ou melhor, se não tivermos falta de dinheiro ficamos mais tranquilos e essa tranquilidade deixa-nos mais felizes. Quem tem coragem de me contradizer, se eu lembrar que o dinheiro traz o conforto fresco nos dias quentes de Verão e o aconchego quente nos dias e, principalmente, nas noites de Inverno? E não estou aqui a falar do simples facto de ter uma casa: felizmente já não estou nessa fase. Estou a falar de ter a possibilidade de construir a nossa casa com os melhores materiais, aqueles que não criam humidade nem frio glaciar, nem rachas que se abrem do tecto até ao chão (ou vice-versa), nem deixam a nossa roupa (aquela que compramos com os tostões que vamos tendo) a cheirar impossivelmente a bolor. Estou também a falar de ter dinheiro suficiente para ir passar férias - não me refiro sequer a ir de férias quando me apetece, pois para isso era preciso muito mais dinheiro do que o ideal - mas como estava a dizer ter a possibilidade de conhecer o mundo. Estou ainda a falar de não ter que gastar o nosso coraçãozinho com a preocupação das contas para pagar. Estou ainda a falar de não ter que pensar no dinheiro e escrever sobre o dinheiro.
É indiscutível: Desde que haja bom-senso, quando se tem dinheiro vive-se, muitíssimo, melhor, mais tranquilo e a tranquilidade traz tudo, até a saúde. E andava eu a pensar nestas coisas quando hoje - Domingo - vi um programa de televisão no qual aparecia uma família sem dinheiro. Apresentavam-se todos como sendo muito amigos uns dos outros: o pai amava muito a mãe, a mulher amava e admirava muito o marido, os irmãos amavam os pais, eram todos saudáveis, enfim, uma família linda, mas que não conseguia ser feliz ou não tão feliz como mereciam pois não tinham o dinheiro suficiente para comprar uma casa nem para a manter depois de, eventualmente, a terem. E é aí que entra a TV: ofereceram-lhes uma casa (linda) e um cheque de 50 mil euros e depois de muitas lágrimas de alegria e abraços emocionados, ouve-se a mãe a dizer qualquer coisa como isto: «finalmente estou feliz; agora já tenho tranquilidade e paz para viver bons momentos com a minha família.». Foi com esta frase que eu confirmei uma vez mais (já a confirmara algumas vezes e noutras ocasiões) a minha teoria de que o dinheiro traz a felicidade e que nem o maior amor do mundo é suficiente para se ser feliz se não houver dinheiro. Eu até posso amar muito as pessoas à minha volta e ser amada em igual proporção, mas se não puder pagar uma consulta médica ou colocar comida na mesa, como é que eu vou poder ser feliz. Ok, podem lembrar-me que no Brasil, por exemplo, há milhares de pessoas sem dinheiro e todos são felizes e contentes, mas isso para mim não significa nada. O nosso mundo aqui é um, o deles é nitidamente outro: outro universo paralelo. Neste, onde agora estamos, só quando não se tem falta de dinheiro é que se tem a chance de ter também a muito desejada tranquilidade. E tenho dito!
nota: Disseram-me tantas vezes para ter um blog, agora aguentem-me se conseguirem:)

domingo, 13 de abril de 2008

Silêncio

É complicado decifrar os silêncios, mas talvez mais ainda perceber aquelas pessoas que nunca se calam. Se é uma arte saber escutar, tenho dúvidas (sérias) de que falar de mais seja uma também. Quem fala demasiado e demasiadamente alto, enerva-me, afoga-me mesmo. Estas estrelas da companhia deveriam ser proíbidas de actuar sem pedir autorização àqueles que, apanhados de surpresa, vão ser o seu público durante horas, durante muitos e muitos minutos. Creio que quem fala de mais está muitas vezes sequioso de atenção mas não sou eu quem tem a obrigação de lhe matar a sede. Mas, no entanto, faço-o: ao calar-me. Calo-me e ouço, pois se no início da acção ainda pensei em intervir passados momentos já não tenho a energia que me foi sugada pelo auto-falante à minha frente.
Porém, quando quem fala de mais é um amigo nosso, a história é muito diferente. Quando se trata de um amigo nosso, nós queremos ouvir, saborear cada palavra e principalmente cada emoção por trás de cada palavra e quando isso acontece, no meio das nossas vidas agitadamente vazias, é mais uma daquelas preciosas oportunidades de termos a certeza de que aquela pessoa só poderia ser mesmo nossa amiga.
Mas eu não estou a falar de amigos: estou a falar de amigos de amigos, daqueles que nos são colocados à frente num determinado momento da nossa vida e aí só mesmo a lealdade de uma amizade nos faz não fugir dali a sete (oito) pés. (Não entendo como se pode fugir a sete pés se, na maioria dos casos e se tivermos sorte, temos um par de pés - logo quem foge a sete pés está a correr ao mesmo tempo que coxeia. E é sabido que quem coxeia corre mais lentamente do que quem não o faz. Por essa razão, eu fujo (quando posso) a oito pés (com três pares para além daquele que a natureza me deu).
Quem fala de mais - e não é meu amigo - tem, ainda por cima, o azar de ter muito tempo e oportunidade de se contradizer, de se revelar incoerente, de se tornar chato e de se transformar num ser incómodo. E como quem o ouve já não tem ar para falar, tem de gramar com toda aquela verborreia e só o faz recorrendo a uma arte ancestral: o silêncio. Silêncio que nunca é entendido pela pessoa que fala de mais: essa está convencida que não temos estrutura para acompanhar o seu raciocínio rápido e serpenteante.
Posto isto: de futuro vou esforçar-me por ouvir só aqueles que me apetece ouvir. Vamos ver se consigo.vamos ver.

quinta-feira, 3 de abril de 2008

AR - part II

Tal como disse da última vez, que me sentei aqui a escrever, viver com uma doença crónica não é das coisas mais fáceis de fazer. Também tal como referi, esta condição só surgiu quando eu já tinha 25 anos, o que implicou que eu tivesse de reaprender a viver. Sei que todos nós vivemos acontecimentos que nos fazem ver a vida de modo diverso daquele que víamos antes de uma circunstância qualquer vir abalar tudo o que conhecíamos e tinhamos como certo e seguro. E, na verdade, quando ficamos doentes é também isso que sucede. Começamos a ficar doentes e tudo muda. Mas ao mesmo tempo o mundo não muda só porque nós mudámos e na maioria dos casos somos nós que nos temos de adaptar. Temos de nos adaptar ao trabalho que faziamos antes de ficarmos doentes porque o trabalho ficou exactamente igual e fomos nós que mudámos. Temos de nos adaptar à família que já tinhamos. Temos de nos adaptar à casa que haviamos comprado antes da doença aparecer. Temos de nos adaptar, ponto final. No meu caso, este ajustamento foi, relativamente, natural. O que não significa que não tenha havido um grande esforço meu para que tudo tenha sido, tal como afirmei, progressivo e natural. Porque na verdade, o meu aspecto exterior mantinha-se e manteve-se, fundamentalmente, igual àquele que tinha antes de tudo acontecer. E como quem me via, via-me igual, isso obrigava-me, no sentido mais positivo da palavras, a agir do modo que sempre agira. Por vezes, isso cria uma espécie de dupla personalidade - mas provavelmente podemos encará-la como apenas mais uma das máscaras que colocamos em sociedade.

quinta-feira, 13 de março de 2008

AR desde 1995

Tenho 37 anos e tenho artrite reumatóide há cerca de 12, desde 1995. Às vezes parece que passou muito tempo, outras parece que foi um segundo. Se pensar nos milhares de comprimidos que já tomei parece que passaram séculos, pelo contrário, se pensar na dor - como aprendemos a viver com ela - parece menos. Não é fácil falar sobre isto, por isso hoje acaba e continuarei noutro dia.