quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

oferenda

Ainda a propósito do meu aniversário, ofereceram-me um cd que não conhecia mas pelo qual depressa me apaixonei: «No Longer at Ease» da Nneka. A oferenda veio da minha amiga S.V. - com quem estou pontualmente mas com quem partilho momentos intensos de amizade e sinceridade - talvez seja mesmo pelo facto de a ver poucas vezes que quando estamos juntas partilhamos em torrente as emoções que nos assolam naqueles e noutros momentos. A S.V. é especial por ser como é e por me dar a oportunidade de eu ser como sou quando estou com ela: frágil e desarmada.
Fica aqui o meu poema favorito deste cd:

GYPSY

Is it the past that stops me from growing
A wish to change yesterday though
I know it is future damaging
Slowly recognising life cannot stay the same
Wish beautiful moments can remain
I pray and don't lose the track that God makes me run
Cos without you, without the light, there is no sun
Oh but what is it that we have?
Still we have not arrived, still fall apart and still I ask...

Will I wonder 4 the rest of my life
Will I break free from my imprisoned minds
But still we're Gypsies 4 the rest of our lives
And will we ever break free and free your minds

Got to maintain our peace of mind
What to do is to keep it steady, keep it focussed
People come, people go, friends become enemies
Today they love you and tomorrow they forget
Some may speak out your secrets, your desire
and at the same time they want you to suck your power
They smile at you, they give you kisses
and the same time backstab you and give you

Will u recognise ur soul is naked before u
Will u hide your own sin when u know the truth
Will u drown in your own tears and self distruct
Will u break the rules and be concerned

No but will we wonder for the rest of our lives
Will we break free from our imprisoned minds
Cos we're still Gypsies for the rest of our lives
"forever searching"
Let's break free and free our minds.

Obrigada S. pelos momentos que esta e outras músicas me ofereceram enquanto o B. ouvia e via mais um jogo de futebol!
The stupid neither forgive nor forget; the naive forgive and forget; the wise forgive but do not forget.
- Thomas Szasz

domingo, 14 de dezembro de 2008

eu já suspeitava que havia quem concordasse comigo...

«It has been my experience that folks who have no vices have very few virtues.»
Abraham Lincoln

a busca da felicidade que nos faz sentir ainda mais infelizes

A falta de sorte e a felicidade

Há quem processe a informação da sua vida em voz alta e há quem o faça em silêncio. Eu pertenço ao último grupo. Sempre pertenci. Eis uma das razões pela qual talvez não escreva tão frequentemente neste blogue: porque escrever aqui é como processar a informação em voz alta.
A razão pela qual não o faço já a expliquei num dos posts anteriores mas, acima de tudo, tem a ver com um certo pudor em partilhar tudo o que se passa dentro da minha cabeça. Pontualmente, lá o ultrapasso e escrevo ou falo com alguém. Todavia, o resultado nem sempre é o esperado. Se estamos numa maré de pouca sorte, por exemplo, quando contamos o primeiro contratempo a alguém, é frequente recebermos umas palavras de simpatia e reconforto. Quando contamos o terceiro e o quarto contratempos já se fica com a sensação de que a pessoa que nos ouve acha que somos nós quem atrai o azar e/ou que está com pouca paciência para nos ouvir. E possivelmente tem razão. A sorte tal como o azar vai e vem. E quando o segundo se instala o melhor é ficarmos silenciosamente à espera que passe. O mesmo sucede quando se fica doente. Há dias falei com uma colega que está doente há três anos. Nos primeiros meses, foram vários os telefonemas que recebeu para saber como estava, mas ao final de alguns meses eram raríssimos os contactos do exterior para saber como se sentia ou como reagia aos tratamentos. O ser humano é assim. Não gosta de estar perto de quem está numa maré de azar. Será esse um dos defeitos da humanidade ou apenas uma característica? Se for defeito, é terrível e uma demonstração monstruosa de egoísmo. Se for característica, pode-se interpretá-la como sendo a única forma que nós temos para ser felizes. Todos (ou quase todos) vivemos em perseguição da felicidade e momentos e pessoas que não são ou não estão felizes lembram-nos de que aquilo que perseguimos, na realidade, não existe; e isso desanima qualquer um, não é assim? Como tal, é mais fácil ignorar a infelicidade dos outros e fingir que vamos sendo felizes na perseguição inútil e infrutífera da nossa felicidade eterna. Na realidade, a felicidade não é possível e fazer disso uma missão de vida é tornar-se cada vez mais egoísta.

domingo, 7 de dezembro de 2008


Esta foi uma das mensagens que me enviaram no dia do meu 38º aniversário e à qual eu respondo com: OBRIGADA linda amiga!
Porque gosto muito das diferentes "texturas" que compõem a pessoa tão especial que és;
Porque combinas a fragilidade e beleza desta rosa e a robustez e fiabilidade deste tronco;
Obrigada pela tua amizade e os votos de um dia muito feliz!
Beijinhos,
C.