[...] porque a vida ri-se das previsões e põe palavras onde imaginámos silêncios, e súbitos regressos quando pensámos que não voltaríamos a encontrar-nos.
Saramago (2008). A Viagem do Elefante: 34.
segunda-feira, 2 de março de 2009
sexta-feira, 16 de janeiro de 2009
sou muito mais feliz sem telefone
Não entendo e não consigo viver ao ritmo imposto pelos telefones a quem circula no início do século XXI, como é o meu caso e provavelmente o vosso também.
Dizem-me constantemente (procuram mesmo convencer-me) que deveria ter telefone em casa: NÃO QUERO!
Os argumentos com os quais intentam persuadir-me a ter tal invasor em minha casa são vários: a) estarei sempre contactável; b) poderão contactar-me sempre que precisarem; c) é mais barato do que o telemóvel; d) é muito cómodo, e), f) e continuam e continuam.
Pois para mim não serve: o dia em que desliguei o telefone (há já mais de ano) foi o dia em que dei mais um passo na minha liberdade. Sim, porque associar a presença dos telefones, nomeadamente daqueles que são portáteis, à liberdade é uma falácia das maiores. Ninguém é livre com um aparelho que a segue a toda a hora e se por um acaso não o atendemos quando nos tentam contactar, zangam-se connosco e dizem num tom agressivo e perplexo: «telefonei-te hoje de manhã, mas não atendeste!!!». Esta perseguição é horrível e é verdade: estou e sou muito mais feliz sem telefone.
Infelizmente não consegui ainda livrar-me do telemóvel: aquele de quem se diz que nos dá ainda mais liberdade do que os outros (os fixos), mas para mim é o oposto: é como se ele fosse o meu carcereiro - alguém que observa e monitoriza cada um dos meus passos, alguém que não me deixa em paz quando eu decido ignorá-lo, alguém que chega mesmo a penalizar-me por eu não corresponder ao que é esperado, ou seja, estar disponível e contactável a todos os segundos, a todos os minutos, a todas as horas, a todos os dias, a todos os momentos do ano.
Antes dos telemóveis, quem falava sozinho na rua era considerado louco, hoje em dia, é apenas mais um a falar ao telefone.
Antes dos telemóveis, utilizávamos as cabines telefónicas (para as quais hoje se olha como se de dinossauros se tratassem) e fechávamos as suas portas para que não nos ouvissem, tinhamos, aliás, pudor: um pudor que nos permitia preservar a nossa privacidade. Hoje com os telemóveis, todos falam em alto e bom som, sem pudor, sem revervas, e partilham connosco e com o mundo a gripe do filho, o horário de saída do marido, a zanga com a mulher, os desgostos de amor, as doenças miseráveis. Tudo.
Não compreendo este novo mundo e só para concluir, caso ainda não tenham entendido: detesto falar ao telefone e sou muito mais feliz sem telefone. Enviem-me, sim, emails, cartas ou escrevam um comentário neste meu cibermundo.
Dizem-me constantemente (procuram mesmo convencer-me) que deveria ter telefone em casa: NÃO QUERO!
Os argumentos com os quais intentam persuadir-me a ter tal invasor em minha casa são vários: a) estarei sempre contactável; b) poderão contactar-me sempre que precisarem; c) é mais barato do que o telemóvel; d) é muito cómodo, e), f) e continuam e continuam.
Pois para mim não serve: o dia em que desliguei o telefone (há já mais de ano) foi o dia em que dei mais um passo na minha liberdade. Sim, porque associar a presença dos telefones, nomeadamente daqueles que são portáteis, à liberdade é uma falácia das maiores. Ninguém é livre com um aparelho que a segue a toda a hora e se por um acaso não o atendemos quando nos tentam contactar, zangam-se connosco e dizem num tom agressivo e perplexo: «telefonei-te hoje de manhã, mas não atendeste!!!». Esta perseguição é horrível e é verdade: estou e sou muito mais feliz sem telefone.
Infelizmente não consegui ainda livrar-me do telemóvel: aquele de quem se diz que nos dá ainda mais liberdade do que os outros (os fixos), mas para mim é o oposto: é como se ele fosse o meu carcereiro - alguém que observa e monitoriza cada um dos meus passos, alguém que não me deixa em paz quando eu decido ignorá-lo, alguém que chega mesmo a penalizar-me por eu não corresponder ao que é esperado, ou seja, estar disponível e contactável a todos os segundos, a todos os minutos, a todas as horas, a todos os dias, a todos os momentos do ano.
Antes dos telemóveis, quem falava sozinho na rua era considerado louco, hoje em dia, é apenas mais um a falar ao telefone.
Antes dos telemóveis, utilizávamos as cabines telefónicas (para as quais hoje se olha como se de dinossauros se tratassem) e fechávamos as suas portas para que não nos ouvissem, tinhamos, aliás, pudor: um pudor que nos permitia preservar a nossa privacidade. Hoje com os telemóveis, todos falam em alto e bom som, sem pudor, sem revervas, e partilham connosco e com o mundo a gripe do filho, o horário de saída do marido, a zanga com a mulher, os desgostos de amor, as doenças miseráveis. Tudo.
Não compreendo este novo mundo e só para concluir, caso ainda não tenham entendido: detesto falar ao telefone e sou muito mais feliz sem telefone. Enviem-me, sim, emails, cartas ou escrevam um comentário neste meu cibermundo.
casa
sábado, 20 de dezembro de 2008
quinta-feira, 18 de dezembro de 2008
oferenda
Ainda a propósito do meu aniversário, ofereceram-me um cd que não conhecia mas pelo qual depressa me apaixonei: «No Longer at Ease» da Nneka. A oferenda veio da minha amiga S.V. - com quem estou pontualmente mas com quem partilho momentos intensos de amizade e sinceridade - talvez seja mesmo pelo facto de a ver poucas vezes que quando estamos juntas partilhamos em torrente as emoções que nos assolam naqueles e noutros momentos. A S.V. é especial por ser como é e por me dar a oportunidade de eu ser como sou quando estou com ela: frágil e desarmada.
Fica aqui o meu poema favorito deste cd:
GYPSY
Is it the past that stops me from growing
A wish to change yesterday though
I know it is future damaging
Slowly recognising life cannot stay the same
Wish beautiful moments can remain
I pray and don't lose the track that God makes me run
Cos without you, without the light, there is no sun
Oh but what is it that we have?
Still we have not arrived, still fall apart and still I ask...
Will I wonder 4 the rest of my life
Will I break free from my imprisoned minds
But still we're Gypsies 4 the rest of our lives
And will we ever break free and free your minds
Got to maintain our peace of mind
What to do is to keep it steady, keep it focussed
People come, people go, friends become enemies
Today they love you and tomorrow they forget
Some may speak out your secrets, your desire
and at the same time they want you to suck your power
They smile at you, they give you kisses
and the same time backstab you and give you
Will u recognise ur soul is naked before u
Will u hide your own sin when u know the truth
Will u drown in your own tears and self distruct
Will u break the rules and be concerned
No but will we wonder for the rest of our lives
Will we break free from our imprisoned minds
Cos we're still Gypsies for the rest of our lives
"forever searching"
Let's break free and free our minds.
Obrigada S. pelos momentos que esta e outras músicas me ofereceram enquanto o B. ouvia e via mais um jogo de futebol!
Fica aqui o meu poema favorito deste cd:
GYPSY
Is it the past that stops me from growing
A wish to change yesterday though
I know it is future damaging
Slowly recognising life cannot stay the same
Wish beautiful moments can remain
I pray and don't lose the track that God makes me run
Cos without you, without the light, there is no sun
Oh but what is it that we have?
Still we have not arrived, still fall apart and still I ask...
Will I wonder 4 the rest of my life
Will I break free from my imprisoned minds
But still we're Gypsies 4 the rest of our lives
And will we ever break free and free your minds
Got to maintain our peace of mind
What to do is to keep it steady, keep it focussed
People come, people go, friends become enemies
Today they love you and tomorrow they forget
Some may speak out your secrets, your desire
and at the same time they want you to suck your power
They smile at you, they give you kisses
and the same time backstab you and give you
Will u recognise ur soul is naked before u
Will u hide your own sin when u know the truth
Will u drown in your own tears and self distruct
Will u break the rules and be concerned
No but will we wonder for the rest of our lives
Will we break free from our imprisoned minds
Cos we're still Gypsies for the rest of our lives
"forever searching"
Let's break free and free our minds.
Obrigada S. pelos momentos que esta e outras músicas me ofereceram enquanto o B. ouvia e via mais um jogo de futebol!
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presentes
domingo, 14 de dezembro de 2008
eu já suspeitava que havia quem concordasse comigo...
«It has been my experience that folks who have no vices have very few virtues.»
Abraham Lincoln
Abraham Lincoln
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vícios e virtudes
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