quarta-feira, 2 de junho de 2010
Como nos mantermos jovens
Receita para nos mantermos jovens: sair à noite e ficar a dormir em casa dos amigos. Acordamos quase sempre mal, pois não dormimos na nossa cama que está dentro e faz parte da nossa casa. Mas é mesmo aí que reside o segredo da juventude: esse desconforto torna-nos inconformados. E quem nunca experimentou isso, não sabe do que estou falar, pois sempre dormiu confortavelmente na sua caminha. Outra das receitas é, não só dormir na casa dos amigos no quarto que fica na cave, mas desalojar a pobre da criança da família para o quarto dos pais ou do irmão e dormir numa cama de metro e meio por sessenta. Dormimos cercados de barbies e tules cor-de-rosa e isso faz-nos sentir novamente crianças. Crianças que não dormem bem, com certeza, mas mesmo assim crianças. Outra das receitas é acordar na tal casa dos amigos e quando nos olhamos ao espelho da casa-de-banho, apanhar um susto de tal modo que o nosso coraçãozito faz reset. E isso acontece porque na noite anterior, como não dormimos na nossa casa, não tirámos a maquilhagem e parecemos uns zombies. Um jovens zombies, quero eu dizer, pois há uma certa liberdade em acordar com o rímel nas bochechas e sair de casa dos amigos (de fininho, para não acordar ninguém) e chegar a casa de manhã. Como quase só se faz quando se é jovem.
domingo, 9 de maio de 2010
dia de chuva em Maio
Ainda estou a aprender. Claro. Estamos sempre; eu sei. Mas eu estou a aprender a minha nova vida. Nem sempre é fácil, mas é exactamente o mesmo quando se começa alguma coisa pela primeira vez. Ao princípio (esta palavra, eu sei, tem acento embora não apareça no ecrã) temos muitas dúvidas, muitas inseguranças, depois vamos aprendendo as regras e procuramos maneiras de ter momentos felizes. Por exemplo, hoje: um dia de chuva em Maio. E um detalhe importante: Sábado. Se antes os fins-de-semana eram muito desejados, agora são (quase) temidos. Os amigos nas suas casinhas, com os seus filhinhos e as suas vidinhas e eu na minha casinha a aprender a viver a minha novinha vidinha. (nota: todos estes «inhas» não têm qualquer carga pejorativa, é só porque é mesmo assim). Mas estava eu a escrever sobre hoje. Alguns telefonaram-me a queixarem-se do tempo: para mim estava óptimo!!!!!! O tempo de sol e céu azul ultimamente é uma facada no estômago, no meu estômago. Não sei o que fazer com ele. Supostamente, o dia está bonito e nós deveriamos também estar muito felizes com isso. Mas não é assim tão automático. Por isso, o dia de hoje deixou-me tranquila - estava condizente com o meu estado de espírito. E isso é bom. Não que eu estivesse triste, nada disso. Mas também não me apetecia que estivesse sol e que fosse esperado de mim ficar alegre e contente. Assim, fiquei tranquila: não tinha de correr para acompanhar o tempo! Eu sei que isto é uma fase. É mais uma fase daquelas em que não se está feliz, mas também não se está necessariamente infeliz, está-se apenas. E é fundamentalmente isso que eu tenho de aprender. Eu acho, no meio disto tudo, que é karma. Eu sempre disse (orgulhosamente) que era muito independente. Ora, pois aqui estou: INDEPENDENTE. Mais seria difícil.
terça-feira, 13 de abril de 2010
excerto de um dos livros mais maravilhosos que alguma vez li
Sentado nos degraus que davam para o pátio das traseiras e para a oficina, vendo como o meu pai trabalhava, dediquei alguns minutos quase exclusivamente a respirar, pois ficara muito débil. Do mesmo modo que estava consciente dos meus braços, das minhas pernas, da minha língua, do meu cérebro, estava também consciente dos meus pulmões, que imaginava como dois sacos de papel de seda que inchavam e desinchavam de cada vez que eu inspirava ou expirava o ar. Às vezes, expulsava palavras com o ar: bobina de cobre, por exemplo. Pronunciava dentro de mim, à altura do peito, a expressão bobina de cobre e sentia como atravessava a garganta, como humedecia ao deslizar pela língua (onde deixava um sabor a electricidade), como procurava um espaço entre a paliçada dos dentes para sair para o exterior, onde flutuava como o fumo dos cigarros, esbatendo-se até perder o sentido.
As palavras adquiriram algumas qualidades dos objectos sólidos, das coisas maciças. Podia agarrar numa palavra e dar-lhe voltas dentro da boca, como se fosse um rebuçado, antes de a engolir ou cuspir. Fazia a mim próprio perguntas loucas sobre a linguagem. Por que motivo, por exemplo, toda a gente comia lentilhas, quando o normal seria que os homens comessem lentilhos? Estou a falar de um mundo em que a fronteira entre o masculino e o feminino era brutal (talvez continue a sê-lo). Não é que não houvesse educação mista, é que não havia nada misto. Num mundo assim, era contraditório que elas comesses grão-de-bico em vez de grão-de-bica; que eles se sentassem em cadeiras em vez de cadeiros; que elas tivessem cabelo, ou pêlo, em vez de cabela, ou pêla; que eles usassem camisas, em vez de camisos...Estava tudo de pernas para o ar e foi isso que eu disse à minha mãe, com um fio de voz, quando me deu uma gema de ovo batida com açúcar e vinho doce, que era o reconstituinte da época. A minha mãe ouviu-me com perplexidade e pediu-me que não falasse a ninguém daquela reflexão, ela trataria de arranjar tudo. Outra promessa falsa, como a da sua imortalidade. A minha mãe não compôs a realidade, coisa que demorei muito tempo a perdoar-lhe. Quanto a mim, caí na obsessão de corrigir, por mim próprio, todas as frases mal usadas pelos outros. Se um dos meus irmãos dizia, por exemplo, que fizera uma ferimento numa perna, eu sussurrava perno, magoou-se num perno. Se era uma das minhas irmãs, fizera uma ferimenta numa perna. Compor a realidade era esgotante, mas alguém tinha de se ocupar disso.
Nem tudo, na linguagem, era assim tão imperfeito. Surpreendia-me, por exemplo, a capacidade das palavras para se encontrarem com os objectos que nomeavam. Assim, uma mesa não podia ser outra coisa senão uma mesa, a própria palavra o dizia, mesa. Ou cavalo. Dizíamos cavalo e víamos as crinas do animal, a sua cauda, os seus olhos inquietos...Teríamos porventura podido chamar cavalo à mesa e mesa ao cavalo? Impossível. Como teria sido a operação pela qual as palavras e as coisas, num tempo remoto, se haviam encontrado? Havia no mundo tantas palavras e tantas coisas, que poderia ter-se produzido com facilidade alguma confusão, algum casamento errado. Mas não encontrei nenhum. Cada coisa chamava-se como devia. Parecia-me inexplicável, por outro lado, que, ao se pronunciar a palavra gato aparecia um gato dentro da minha cabeça, ao dizer «ga» não aparecesse meio gato. Não disse nada à minha mãe para não a preocupar, pois pareceu-me que ouvia as minhas reflexões acerca das palavras com alguma angústia.
Juan José Millás (2009), O Mundo. Lisboa: Planeta: 55-56.
As palavras adquiriram algumas qualidades dos objectos sólidos, das coisas maciças. Podia agarrar numa palavra e dar-lhe voltas dentro da boca, como se fosse um rebuçado, antes de a engolir ou cuspir. Fazia a mim próprio perguntas loucas sobre a linguagem. Por que motivo, por exemplo, toda a gente comia lentilhas, quando o normal seria que os homens comessem lentilhos? Estou a falar de um mundo em que a fronteira entre o masculino e o feminino era brutal (talvez continue a sê-lo). Não é que não houvesse educação mista, é que não havia nada misto. Num mundo assim, era contraditório que elas comesses grão-de-bico em vez de grão-de-bica; que eles se sentassem em cadeiras em vez de cadeiros; que elas tivessem cabelo, ou pêlo, em vez de cabela, ou pêla; que eles usassem camisas, em vez de camisos...Estava tudo de pernas para o ar e foi isso que eu disse à minha mãe, com um fio de voz, quando me deu uma gema de ovo batida com açúcar e vinho doce, que era o reconstituinte da época. A minha mãe ouviu-me com perplexidade e pediu-me que não falasse a ninguém daquela reflexão, ela trataria de arranjar tudo. Outra promessa falsa, como a da sua imortalidade. A minha mãe não compôs a realidade, coisa que demorei muito tempo a perdoar-lhe. Quanto a mim, caí na obsessão de corrigir, por mim próprio, todas as frases mal usadas pelos outros. Se um dos meus irmãos dizia, por exemplo, que fizera uma ferimento numa perna, eu sussurrava perno, magoou-se num perno. Se era uma das minhas irmãs, fizera uma ferimenta numa perna. Compor a realidade era esgotante, mas alguém tinha de se ocupar disso.
Nem tudo, na linguagem, era assim tão imperfeito. Surpreendia-me, por exemplo, a capacidade das palavras para se encontrarem com os objectos que nomeavam. Assim, uma mesa não podia ser outra coisa senão uma mesa, a própria palavra o dizia, mesa. Ou cavalo. Dizíamos cavalo e víamos as crinas do animal, a sua cauda, os seus olhos inquietos...Teríamos porventura podido chamar cavalo à mesa e mesa ao cavalo? Impossível. Como teria sido a operação pela qual as palavras e as coisas, num tempo remoto, se haviam encontrado? Havia no mundo tantas palavras e tantas coisas, que poderia ter-se produzido com facilidade alguma confusão, algum casamento errado. Mas não encontrei nenhum. Cada coisa chamava-se como devia. Parecia-me inexplicável, por outro lado, que, ao se pronunciar a palavra gato aparecia um gato dentro da minha cabeça, ao dizer «ga» não aparecesse meio gato. Não disse nada à minha mãe para não a preocupar, pois pareceu-me que ouvia as minhas reflexões acerca das palavras com alguma angústia.
Juan José Millás (2009), O Mundo. Lisboa: Planeta: 55-56.
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terça-feira, 2 de março de 2010
carta à senhora dona médica
Exma Sra,
Escrevo-lhe hoje, passados quinze anos, para lhe devolver o embrulho que me entregou no dia 4 de Fevereiro de 1995. Ora, pois aqui o tem. Todo. Completo. Tal como mo entregou nesse dia. Devolvo-lho totalmente pronto a usar. Agora, ele é seu. Meu já não é. De certeza. Sim, eu sei que o papel com o qual o embrulhei não é o mais bonito: tem diversas nódoas e o papel já está rasgado, mas são assim as voltas que o mundo dá. A senhora deu-me sem eu o querer, eu já lhe dei o uso suficiente e agora devolvo-o. Sem nunca mais o querer de volta. ELe agora é, sem qualquer dúvida, seu. Com ele seguem também doses diárias de: meticorten (5mg); letter (o,2mg); exxiv (60mg); folicil (5mg); primpéran (10mg); omeprazol (20mg); sulfato de glucosamina (3000mg); structum (1000mg) e o melhor de tudo 20 mg semanais de metotrexato! Vai adorar a surpresa deste último. Óptimas dores de estômago, algumas náuseas e ocasionais dores de cabeça. Do melhor! E agora são todos seus. Que os aproveite bem.
Assinado
Uma irmã a quem não se fala do modo como a doutora falou
Escrevo-lhe hoje, passados quinze anos, para lhe devolver o embrulho que me entregou no dia 4 de Fevereiro de 1995. Ora, pois aqui o tem. Todo. Completo. Tal como mo entregou nesse dia. Devolvo-lho totalmente pronto a usar. Agora, ele é seu. Meu já não é. De certeza. Sim, eu sei que o papel com o qual o embrulhei não é o mais bonito: tem diversas nódoas e o papel já está rasgado, mas são assim as voltas que o mundo dá. A senhora deu-me sem eu o querer, eu já lhe dei o uso suficiente e agora devolvo-o. Sem nunca mais o querer de volta. ELe agora é, sem qualquer dúvida, seu. Com ele seguem também doses diárias de: meticorten (5mg); letter (o,2mg); exxiv (60mg); folicil (5mg); primpéran (10mg); omeprazol (20mg); sulfato de glucosamina (3000mg); structum (1000mg) e o melhor de tudo 20 mg semanais de metotrexato! Vai adorar a surpresa deste último. Óptimas dores de estômago, algumas náuseas e ocasionais dores de cabeça. Do melhor! E agora são todos seus. Que os aproveite bem.
Assinado
Uma irmã a quem não se fala do modo como a doutora falou
quarta-feira, 20 de janeiro de 2010
momento presente
SEPARAÇÃO
(Definição ad-hoc e Aplicação)
I
É a ciência de saber deixar
Ou ser deixado
Depois saber continuar
II
A dor da separação é infinda
Quando aquilo que nos parte
É parte da vida de que
já fazemos parte.
(Ricardo Marques)
(Definição ad-hoc e Aplicação)
I
É a ciência de saber deixar
Ou ser deixado
Depois saber continuar
II
A dor da separação é infinda
Quando aquilo que nos parte
É parte da vida de que
já fazemos parte.
(Ricardo Marques)
sexta-feira, 4 de dezembro de 2009
Um texto para a P.
Um fim que não é um fim. Um fim que é um recomeço. O problema maior é que nós mulheres ficamos muito tempo (demasiado) dedicadas ao sofrimento. Se, por um lado, somos mais fortes e corajosas e decididas do que a maioria deles o é, por outro, temos a capacidade de sofrimento ampliada em nós. Amamos muito e sofremos muito. Ilustro o que afirmei com um exemplo: Eles, quando acabam uma relação, passados dois meses (ou mesmo duas horas) já estão noutra, nós passados dois anos ainda temos lá a cicatriz que sangra ainda de vez em quando. É normal. Somos assim. É essa a nossa matéria: temos uma capacidade enorme de amar e ao mesmo tempo uma capacidade enorme de sofrimento. Por essa razão é que as mulheres caem sempre no erro do amor e os homens não - tal como diz valter hugo mãe. Nós caímos sempre no erro do amor porque temos uma capacidade de acreditar do tamanho de um sol. Enorme e brilhante. Nós acreditamos no amor como um caminho para a felicidade, mas por vezes esquecemo-nos que os caminhos para a felicidade são diversos, sempre muitos. Esse não é o único. O caminho para a felicidade é amarmo-nos. O caminho para a felicidade é não esperarmos muito da felicidade. (ups, esta última não é muito optimista, mas na verdade quanto maior é a ânsia pela felicidade menos a felicidade surge no nosso caminho). O caminho para a felicidade é manter a capacidade de seguir em frente mesmo quando não apetece. Mas não é seguir em frente como os burros, é seguir em frente e para cima ao mesmo tempo. O caminho para a felicidade é não ter medo de cair de novo no erro do amor.
Amo-te P.
Para sempre. Podes sempre contar com os meus erros, pois é deles que tiro as lições que modestamente te posso passar, se quiseres.
Amo-te P.
Para sempre. Podes sempre contar com os meus erros, pois é deles que tiro as lições que modestamente te posso passar, se quiseres.
domingo, 22 de novembro de 2009
a questão
A vida ainda é uma coisa estranha para mim. Ainda não consigo percebê-la bem. Uns dias acho que já tenho tudo percebido, outros ando totalmente às aranhas. Numa tentativa de a entender melhor, escrevi uma lista com as características da vida e saiu isto:
- a vida é curta;
- a vida só faz sentido com amigos;
- a vida é melhor quando ainda temos os nossos pais connosco;
- a vida passa muito rápido;
- a vida é um puzzle complicado e as peças que supostamente deveriam encaixar bem, nem sempre encaixam - daí as dores de alma;
- a vida é má;
- a vida é boa;
- a vida é tudo o que temos;
- a vida é mais bonita quando se está apaixonado;
- a vida é um desafio muitas vezes sem sentido;
- a vida é uma aventura com sentido;
- a vida dá muito trabalho;
- a vida é uma palavra cujo referente é sempre metafórico - nunca é real.
Fiz a lista, mas nem por isso, fiquei mais esclarecida. Há demasiadas contradições. Ainda mais do que aquelas que existem em mim. Mas como eu sou um produto da vida deduzo que as contradições quando chegam até mim já estão duplicadas, triplicadas, quadriplicadas.
Mas a questão fundamental é como é que se pode aprender a viver melhor. Nessa resposta, as alíneas cruzam-se com as anteriores. Assim, para viver melhor:
- temos de estar sempre no pico da paixão (o que se revela impossível, demasiado cansativo e irrealista);
- temos de estar sempre conscientes que a vida é curta para que aproveitemos cada momento como se fosse o último. O problema é que essa atitude só contribui para nos lembrarmos que vamos morrer - que ninguém sai daqui vivo - o que nos deixa bastante deprimidos e ainda mais confusos;
- temos de entender a vida como uma aventura, um desafio: o busílis da questão é que nem sempre estamos dispostos a ser aventureiros e a correr riscos que nos podem levar a desastres emocionais graves, daqueles em que partimos os ossinhos todos da nossa alma.
Como este é um trabalho que só termina no momento em que se saía daqui para fora (para onde saímos é outra das questões tramadas para a qual ainda não tenho, e desconfio que nunca terei, resposta), vou atribuir-me o direito de ir modificando as minhas perguntas e respostas:)
- a vida é curta;
- a vida só faz sentido com amigos;
- a vida é melhor quando ainda temos os nossos pais connosco;
- a vida passa muito rápido;
- a vida é um puzzle complicado e as peças que supostamente deveriam encaixar bem, nem sempre encaixam - daí as dores de alma;
- a vida é má;
- a vida é boa;
- a vida é tudo o que temos;
- a vida é mais bonita quando se está apaixonado;
- a vida é um desafio muitas vezes sem sentido;
- a vida é uma aventura com sentido;
- a vida dá muito trabalho;
- a vida é uma palavra cujo referente é sempre metafórico - nunca é real.
Fiz a lista, mas nem por isso, fiquei mais esclarecida. Há demasiadas contradições. Ainda mais do que aquelas que existem em mim. Mas como eu sou um produto da vida deduzo que as contradições quando chegam até mim já estão duplicadas, triplicadas, quadriplicadas.
Mas a questão fundamental é como é que se pode aprender a viver melhor. Nessa resposta, as alíneas cruzam-se com as anteriores. Assim, para viver melhor:
- temos de estar sempre no pico da paixão (o que se revela impossível, demasiado cansativo e irrealista);
- temos de estar sempre conscientes que a vida é curta para que aproveitemos cada momento como se fosse o último. O problema é que essa atitude só contribui para nos lembrarmos que vamos morrer - que ninguém sai daqui vivo - o que nos deixa bastante deprimidos e ainda mais confusos;
- temos de entender a vida como uma aventura, um desafio: o busílis da questão é que nem sempre estamos dispostos a ser aventureiros e a correr riscos que nos podem levar a desastres emocionais graves, daqueles em que partimos os ossinhos todos da nossa alma.
Como este é um trabalho que só termina no momento em que se saía daqui para fora (para onde saímos é outra das questões tramadas para a qual ainda não tenho, e desconfio que nunca terei, resposta), vou atribuir-me o direito de ir modificando as minhas perguntas e respostas:)
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