terça-feira, 5 de outubro de 2010
domingo, 19 de setembro de 2010
música por causa de um filme
Hoje, depois de ontem ter ido ver um dos melhores documentários realizados por um português - Ruínas - de Manuel Mozos, só me apetece ouvir música. E por que não partilhá-la?!
Do documentário - pleno de planos fichos - ficaram duas imagens poderíssimas: a do Sanatório da Serra da Estrela (LINDO!) e a das Minas de S. Domingos (POÉTICAS). Tenho de as ir visitar um dia.
Também ficou uma história de amor: a da Henriqueta e da Etelvina. Macabra, forte, estranha.
Ainda sobre o documentário, o realizador seleccionou espaços em Portugal (de Norte a Sul) que estão abandonados ou assim parecem (o caso do Museu Barco bacalhoeiro não está, supostamente, abandonado) mas que ainda assim conseguem contar as histórias das pessoas que os habitaram.
Manuel Mozos encontrou mais de 400 espaços abandonados no nosso país (hospitais, hóteis, pensões, sanatórios, colégios, restaurantes, minas...) mas na impossibilidade de os mostrar todos em 60 minutos, teve de escolher, e pelo que vi, escolheu muito bem. O documentário é lindo e apesar de só haver imagens de abandono, o filme está cheio de vida: a vida que ocupou todos aqueles espaços.
Do documentário - pleno de planos fichos - ficaram duas imagens poderíssimas: a do Sanatório da Serra da Estrela (LINDO!) e a das Minas de S. Domingos (POÉTICAS). Tenho de as ir visitar um dia.
Também ficou uma história de amor: a da Henriqueta e da Etelvina. Macabra, forte, estranha.
Ainda sobre o documentário, o realizador seleccionou espaços em Portugal (de Norte a Sul) que estão abandonados ou assim parecem (o caso do Museu Barco bacalhoeiro não está, supostamente, abandonado) mas que ainda assim conseguem contar as histórias das pessoas que os habitaram.
Manuel Mozos encontrou mais de 400 espaços abandonados no nosso país (hospitais, hóteis, pensões, sanatórios, colégios, restaurantes, minas...) mas na impossibilidade de os mostrar todos em 60 minutos, teve de escolher, e pelo que vi, escolheu muito bem. O documentário é lindo e apesar de só haver imagens de abandono, o filme está cheio de vida: a vida que ocupou todos aqueles espaços.
quarta-feira, 2 de junho de 2010
Como nos mantermos jovens
Receita para nos mantermos jovens: sair à noite e ficar a dormir em casa dos amigos. Acordamos quase sempre mal, pois não dormimos na nossa cama que está dentro e faz parte da nossa casa. Mas é mesmo aí que reside o segredo da juventude: esse desconforto torna-nos inconformados. E quem nunca experimentou isso, não sabe do que estou falar, pois sempre dormiu confortavelmente na sua caminha. Outra das receitas é, não só dormir na casa dos amigos no quarto que fica na cave, mas desalojar a pobre da criança da família para o quarto dos pais ou do irmão e dormir numa cama de metro e meio por sessenta. Dormimos cercados de barbies e tules cor-de-rosa e isso faz-nos sentir novamente crianças. Crianças que não dormem bem, com certeza, mas mesmo assim crianças. Outra das receitas é acordar na tal casa dos amigos e quando nos olhamos ao espelho da casa-de-banho, apanhar um susto de tal modo que o nosso coraçãozito faz reset. E isso acontece porque na noite anterior, como não dormimos na nossa casa, não tirámos a maquilhagem e parecemos uns zombies. Um jovens zombies, quero eu dizer, pois há uma certa liberdade em acordar com o rímel nas bochechas e sair de casa dos amigos (de fininho, para não acordar ninguém) e chegar a casa de manhã. Como quase só se faz quando se é jovem.
domingo, 9 de maio de 2010
dia de chuva em Maio
Ainda estou a aprender. Claro. Estamos sempre; eu sei. Mas eu estou a aprender a minha nova vida. Nem sempre é fácil, mas é exactamente o mesmo quando se começa alguma coisa pela primeira vez. Ao princípio (esta palavra, eu sei, tem acento embora não apareça no ecrã) temos muitas dúvidas, muitas inseguranças, depois vamos aprendendo as regras e procuramos maneiras de ter momentos felizes. Por exemplo, hoje: um dia de chuva em Maio. E um detalhe importante: Sábado. Se antes os fins-de-semana eram muito desejados, agora são (quase) temidos. Os amigos nas suas casinhas, com os seus filhinhos e as suas vidinhas e eu na minha casinha a aprender a viver a minha novinha vidinha. (nota: todos estes «inhas» não têm qualquer carga pejorativa, é só porque é mesmo assim). Mas estava eu a escrever sobre hoje. Alguns telefonaram-me a queixarem-se do tempo: para mim estava óptimo!!!!!! O tempo de sol e céu azul ultimamente é uma facada no estômago, no meu estômago. Não sei o que fazer com ele. Supostamente, o dia está bonito e nós deveriamos também estar muito felizes com isso. Mas não é assim tão automático. Por isso, o dia de hoje deixou-me tranquila - estava condizente com o meu estado de espírito. E isso é bom. Não que eu estivesse triste, nada disso. Mas também não me apetecia que estivesse sol e que fosse esperado de mim ficar alegre e contente. Assim, fiquei tranquila: não tinha de correr para acompanhar o tempo! Eu sei que isto é uma fase. É mais uma fase daquelas em que não se está feliz, mas também não se está necessariamente infeliz, está-se apenas. E é fundamentalmente isso que eu tenho de aprender. Eu acho, no meio disto tudo, que é karma. Eu sempre disse (orgulhosamente) que era muito independente. Ora, pois aqui estou: INDEPENDENTE. Mais seria difícil.
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